Enquanto tal não acontece, e aproveitando também este período de férias/pré-época, deixo aqui cópia de uma entrevista que eu e o Bruno demos à APAOMA, também publicada no site da Associação. O texto é quase 100% do que lá está, faço umas ligeiríssimas alterações, que poderão complementar o texto que lá está, mas serão muito, mesmo muito pontuais.
Somos 100% a favor, e de forma urgente! Já tivemos oportunidade de dizer que a convergência de opiniões é essencial para o desenvolvimento do andebol! Além disso, sempre defendemos que um árbitro não é bom árbitro se não perceber de técnica e táctica, e um treinador não é bom treinador se não perceber de regras e condução de jogo.
11 – O que diria aos Árbitros Jovens como conselho em relação ao futuro na Arbitragem?
Acima de tudo, que honrem a camisola e o emblema que envergam. Que dignifiquem uma actividade tão nobre quanto difícil como a arbitragem. A nossa visão enquanto dupla é que somos “apenas mais um” dos vários elementos de um jogo. O jogo precisa de nós mas nós também precisamos do jogo. Muitos árbitros jovens não sentem isso, pelo que conseguimos ver. Mas muito importante para os mais jovens é aprender a tirar partido do prazer de conduzir um jogo! Divirtam-se, e a vossa evolução será mais rápida, pois vão sentir o verdadeiro prazer de arbitrar! Além disso, os momentos fora dos jogos, os convívios com outras pessoas em torneios, fases em concentração, jantares, são algo que enriquece muito a nível pessoal.
12 – Acha que actualmente a Arbitragem Nacional é devidamente compensada pelo seu trabalho e esforço no contexto do Andebol Nacional? O que acha que deveria ser melhorado.
Pensamos que não. Compreendemos que somos poucos e que temos de chegar a todos os lados, mas torna-se difícil fazer 5 ou 6 jogos num fim-de-semana, muitas vezes após percorrer longas distâncias. O 5º e o 6º jogo já não permitem a tal diversão que falámos há pouco pois o cansaço e a saturação apoderam-se de nós. Fazemos o que gostamos, e gostamos do que fazemos, mas torna-se cansativo fazer tantos jogos. Monetariamente, os valores não são elevados e a tributação fiscal e o código contributivo são questões que não jogam a nosso favor.
13 – Indique-nos um Árbitro que lhe serviu ou serve de modelo ou que possa servir para os novos Árbitros.
Não vamos referir nomes por respeito àqueles que por lapso nos poderíamos esquecer. Mencionamos apenas o nome do Carlos Malpique e do António Nunes, os homens que nos deram o curso e primeiro nos incutiram o gosto pela arbitragem. Os novos árbitros têm de olhar para todas as duplas de topo e de todas elas extrair um pouco para a sua evolução e valorização pessoal.