As orientações para este ano não são propriamente "regras novas", mas pedidos de mais rigor e cuidado na aplicação de indicações existentes de outros anos.
No que toca ao jogo passivo, o que se pede é que não permitamos às equipas uma demora tão acentuada na reposição da bola em jogo, nas situações em que existe uma vantagem para a equipa então em posse de bola, em não o fazer a um "ritmo normal".
Existem 3 casos "principais":
- Lançamento de saída;
- Lançamento livre;
- Ataque organizado.
LANÇAMENTO DE SAÍDA
Nestes casos, os árbitros deverão solicitar à equipa que acelerem o processo de reposição da bola em jogo.
Se a equipa acatar a indicação, então o árbitro não volta a intervir. Se não for esse o caso, então deverá ser levantado o braço assinalando jogo passivo, numa ocasião futura.
Claro que não deverá haver qualquer aviso se a demora for muito acentuada. Casos há em que não será de excluir a hipótese de uma sanção disciplinar por demora excessiva.
LANÇAMENTO LIVRE
O procedimento é absolutamente igual do que o do ponto anterior.
Quando a mudança de ritmo (para mais lento...) é muito clara, esse é um sinal indicador de que a equipa poderá estar a incorrer em jogo passivo, e o árbitro poderá aí atuar.
ATAQUE ORGANIZADO
Aqui é preciso ver 3 casos específicos:
- Defesa superioriza-se constantemente ao ataqueNão se pode deixar de "premiar" a boa defesa, competente, que impede o ataque de criar situações de golo. Como tal, não se pode estar constantemente a "dar oportunidades" ao ataque. Quando é claro que ao longo de um ataque a defesa está sempre por cima, fazendo com que o ataque se prolongue, deve-se assinalar jogo passivo.
- Ataque joga com o cronómetroCaso típico: a equipa ganha por um e falta pouco tempo... Aqui, os árbitros terão de analisar a atitude ofensiva da equipa atacante. Girar a bola aos 12 metros não é atacar! Exige-se uma enorme capacidade de leitura de jogo por parte dos árbitros, até porque nestes casos, a equipa defensora tem tendência a pedir passivo por qualquer coisa... Contudo, se a atitude ofensiva não existir, deve-se assinalar jogo passivo.
- Ataque para para substituições defesa/ataqueAcontece com frequência nas equipas com jogadores especialistas na defesa ou no ataque. Sim, devemos permitir as trocas com a frequência desejada pelos treinadores, mas não devemos permitir que o ritmo de jogo e o espetáculo sofram com isso. Um "abrandamento" ainda é compreensível. O driblar a bola PARADO ou PARA TRÁS, para dar tempo à substituição é antijogo e deve ser punido com jogo passivo.
Espero ter ajudado a esclarecer as indicações relativas a este ponto.