terça-feira, 31 de julho de 2012

ATENÇÃO ÀS DATAS!

Deixo hoje uma palavra de agradecimento a todos os que seguem este blogue e participam, via comentário, facebook, mail e comigo pessoalmente.


E é também para esses que hoje deixo um alerta. Quando vierem consultar a informação que já disponibilizo aqui há quase 4 anos, tenham em atenção, por favor, a data do post que eu aqui colocar!
É que houveram alterações às regras em 2005, e quanto a essas não há problema. Mas voltou a haver em 2010, algumas delas significativas, e é importante saber se a informação estará obsoleta ou não.
Em caso de dúvidas, falem comigo!
Um abraço a todos.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

WORKSHOP DE ARBITRAGEM - "Arbitragem em Portugal - O Futuro" - conclusões

Há muito tempo que estava para fazer este post.
Não vai ser um post muito longo, porque nele expressarei apenas as minhas próprias conclusões acerca do que disse e ouvi, quer dos oradores quer das pessoas que lá se deslocaram.

Antes de mais, foi muito bom ver uma sala composta não só de árbitros jovens e menos jovens, mas também de pessoas de outros quadrantes que não da arbitragem. Gostaríamos que fosse possível organizar, no futuro, uma ação de grandeza ainda maior, mas por outro lado sabemos que as pessoas não aderem facilmente ao tema "arbitragem".

Não vou dizer "quem disse o quê" nesta sessão, mas apenas referir algumas notas que tomei ao longo de todas as intervenções e que, de alguma forma, representam as conclusões que se podem tirar.

Ficou claro que o árbitro funciona como elemento mediador de um jogo e que cria a sua própria imagem.
Onde há jogo/desporto/competição, haverá sempre contestação. E é aqui que o árbitro terá de ter a coragem de assumir as decisões que cada momento exige.
Ao fazê-lo corretamente, estará a dar uma boa imagem de si próprio, uma boa imagem da arbitragem, e isso poderá contribuir significativamente para motivar jovens árbitros a experimentar uma carreira na arbitragem.

A questão da motivação nos árbitros jovens é muitíssimo importante.
Numa sociedade repleta de distrações e atividades, a escolha por uma carreira na arbitragem é de grande risco e de grande sacrifício, pessoal e familiar. Ninguém imagina como é difícil para nós e para os que nos são mais próximos ter de abdicar sucessivamente de momentos importantes para a nossa vida pessoal. Só mesmo agindo com paixão por esta atividade se consegue superar as adversidades que nos vão aparecendo de todos os quadrantes. O gosto pela modalidade que se arbitra é o requisito nº1 para se ter sucesso. Não basta "querer", não basta "ter jeito"... é preciso ter verdadeiro prazer no que se faz.

Não é fácil captar árbitros. Os núcleos regionais, de cada modalidade, têm de trabalhar para cativar os mais jovens. À exceção do futebol, mais ninguém pode oferecer grandes proventos financeiros, pelo que o chamariz tem de ser outro.
É preciso apostar nas vivências que a arbitragem proporciona e preparar os jovens para as dificuldades que irão inevitavelmente surgir, para quando tal acontecer não provocarem a fuga de ninguém. O reconhecimento negativo do nosso trabalho é um fator que faz com que o número de árbitros seja efetivamente reduzido após os primeiros jogos. Ainda que a comunicação social só surja mais tarde, para os que atingem o topo, o público e todos os outros intervenientes no espetáculo tendem a encarar o árbitro como o alvo e como o responsável por resultados menos conseguidos.

É por isso que uma boa iniciação faz toda a diferença. Sem boa formação não há árbitros de qualidade.
A qualidade dos formadores é um aspeto crítico, pois eles podem transmitir experiências e compreender os problemas dos formandos com conhecimento de causa.

Mais se falou acerca de técnicas de arbitragem. Isso até poderá ser tema de outro post, mas não deste que se refere ao futuro da arbitragem e à forma como se pode/deve lidar com os jovens.

Para terminar, quero deixar apenas umas palavras, já que esta ação foi inserida no GarciCup.

  1. Quero agradecer ao meu colega de arbitragem Bruno Rodrigues, pela ideia desta ação. Muita gente pode não valorizar o trabalho que se faz em Aveiro e o nosso em particular, mas deixem-me perder a modéstia... poucas duplas fazem tanto pelo Andebol, pela Arbitragem e pela Formação como as duplas Bruno Rodrigues / Carlos Capela e Ramiro Silva / Mário Coutinho, o nosso grande amigo João Teles, e em tempos o Hilário Matos também. Isso não passa para fora, e quando passa nem sempre é valorizado por quem o deveria fazer. Mas parte do que temos em Portugal, a nós se deve.
  2. Quero deixar um pedido de desculpas público ao Hilário Matos e ao Carlos Arrojado, pela minha pouca intervenção no GarciCup, ao contrário do que estava previsto. Acontece que a minha vida pessoal sofreu vários imprevistos nos últimos tempos e fui obrigado a abdicar de muitas coisas.
    Amigos, fico a dever-vos uma! (Hilário, manda-me as fotos!)
  3. Quero manifestar o meu orgulho por poder partilhar a mesa de oradores com pessoas ilustres do Desporto. Manuel da Conceição, Paulo Costa, Arlindo Silva, José Coelho e Eduardo Coelho: espero ter estado ao vosso nível!
  4. Obrigado a todos os árbitros de Aveiro. Estive pouco envolvido na organização da arbitragem deste torneio, mas penso que conseguimos dirigir os jogos todos só com duplas formadas cá. Obrigado aos mais novos, aos mais velhos e aos do meio... :)
  5. Obrigado à organização do GarciCup. Contem connosco para o ano, que nós contamos com vocês!

domingo, 1 de julho de 2012

WORKSHOP DE ARBITRAGEM - "Arbitragem em Portugal - O Futuro"

Divulgo esta ação que terá lugar no próximo dia 3 de julho, 3ª feira à noite, em Estarreja, inserida no GarciCup.

As inscrições são gratuitas e efectuadas no próprio dia e local.

Qualquer informação devem contactar:
Sr. Bruno Rodrigues - 917255116
Associação de Andebol de Aveiro - 934231044


PROGRAMA


ORADORES


MAPA



  

quarta-feira, 27 de junho de 2012

A ARTE DE NÃO COMPLICAR

Ok, reconheço que este não é, de todo, um tema exclusivamente andebolístico. Mas é sempre pertinente abordá-lo, até porque pode dar (ou não) ao leitor uma perspetiva diferente das coisas. Em muito do que faço, batalho sempre por isso: dar uma perspetiva diferente...

Muitas vezes comentamos entre amigos, lemos no jornal, ouvimos no rádio ou vemos na tv, que o árbitro X apitou bem "mas também o jogo não foi complicado", e que "se aquilo aquecia não sei se ele tinha unhas para os segurar".

Poucas vezes, através dos mesmos meios, nos chega aos ouvidos que o árbitro X apitou bem "e ainda por cima controlou o jogo", que "não foi preciso mostrar muitos cartões" ou que "só atuou disciplinarmente quando foi preciso".
Ainda vamos apanhando destas frases, mas infelizmente ainda são exceções.

Antes de continuar a dizer o que penso, permitam-me um olhar sobre a prestação do Pedro Proença no Euro 2012.
Não é novidade para ninguém que é um excelente árbitro, que os jogos que dirigiu tiveram poucos lances de enorme dificuldade de ajuizamento, que os jogadores foram colaborando (prometo voltar a esta questão neste post ou num próximo)... mas quantos lhe deram o mérito de ter sido brilhante na "arte de não complicar"?

Para quem pensa que "não complicar" é fácil, informo que nem sempre assim é.
Há imensas condicionantes que afetam a qualidade de uma arbitragem: o apito no momento certo, o azar de cortar inadvertidamente um lance de perigo numa vantagem mal dada, o correto posicionamento, o azar de um jogador nos passar à frente num momento crítico, a manutenção da concentração necessária ao longo de um jogo, um sem número de situações que nos pode perturbar significativamente o trabalho...

"Não complicar" é dirigir com mestria, é atuar quando estritamente necessário, é CONFIAR NOS JOGADORES, que são as estrelas de qualquer jogo!
Também por isso, devem ter mais responsabilidade do que efetivamente têm. Mas não vou entrar por aí...

Ninguém mais que o árbitro tem interesse em que o jogo decorra sem casos. Quem disser o contrário não sabe o que está a dizer.
O árbitro é o primeiro a não querer aparecer, pois sabe que se se falar de si, a esmagadora maioria das vezes não é para falar bem! E é por isso que o árbitro deve apostar, a meu ver, na "arte de não complicar", e isso é extremamente exigente, por todas as razões e mais alguma. Quanto mais não seja, porque há sempre alguém disposto a apontar o dedo. Voltando ao Pedro Proença, após 3 jogos mais 1 prolongamento de elevadíssima categoria e de brilhantismo na "arte de não complicar", o que é que os media em Inglaterra iam dizer se o Bertino Miranda não assinala aquele fora de jogo a escassos minutos do Itália x Inglaterra ir para penalties?

sexta-feira, 22 de junho de 2012

QUANTO DURA O INTERVALO ENTRE O TEMPO REGULAMENTAR E O PROLONGAMENTO?

Penso que faço hoje o último post desta sequência, que fala daqueles pormenores a que se dá menos atenção por não serem decisões tomadas na hora, no calor do jogo. Mas também estes pormenores são importantes para o correto desenrolar de um jogo.

O tema de hoje leva-nos para jogos em que "tem de haver vencedor", e ao fim dos 60 minutos está tudo empatado. Tem de haver prolongamento...
Nestes casos, a pergunta mais frequente (acreditem...) dos jogadores e treinadores para os árbitros é:

"Daqui a quanto tempo começa o prolongamento?"

Pois bem, vamos ver a regra 2.2:

2:2 O prolongamento é jogado, após um intervalo de 5 minutos, caso o jogo se encontre empatado até ao final do tempo regulamentar e seja imprescindível determinar um vencedor.
(...)
Caso o jogo continue empatado neste período suplementar, deverá ser jogado um segundo prolongamento, depois de um intervalo de 5 minutos.
(...)

A regra é clara.
Tanto no primeiro prolongamento como no segundo, caso seja necessário, o intervalo é de 5 minutos.
Mas não são 5 minutos de tempo para conversa no seio da equipa.

As equipas deverão estar prontas para iniciar o jogo dentro desse tempo. Isso inclui indicações táticas, novo sorteio e eventual troca de bancos.
Como sempre, as equipas devem respeitar esse tempo e os árbitros devem zelar para que a regra seja cumprida, dentro do bom senso que sempre se exige.

terça-feira, 19 de junho de 2012

QUANTO DURA O INTERVALO NO PROLONGAMENTO?

A exemplo dos últimos posts, o de hoje fala da duração prevista nas regras de mais uma fase do jogo: neste caso, o intervalo no prolongamento.

Um excerto da regra 2.2 diz que:

2:2 (...) O período de prolongamento consiste em 2 partes de 5 minutos cada, com um minuto de intervalo entre ambas. (...) 

Este minuto de intervalo serve para as equipas se limitarem a trocar de campo. Efetivamente, é muito possível que se demore um pouco mais do que isso, e que os treinadores queiram sempre dar uma palavra a um ou outro atleta, ou dar um retoque na estratégia da equipa.
Não vejo qualquer problema nisso, desde que seja algo muito rápido! Não se pode trocar de campo e ficar mais um minuto junto ao banco como se fosse um time-out. Penso que os árbitros devem tolerar uma muito breve conversa do treinador com os seus atletas, desde que ela seja isso mesmo: muito breve.

Em jogos em que seja necessário um segundo prolongamento, a mesma regra 2.2 refere que deve ser aplicado o mesmo tempo e o mesmo procedimento:

2:2 (...) Caso o jogo continue empatado neste período suplementar, deverá ser jogado um segundo prolongamento. (...) Este período suplementar também tem 2 partes de 5 minutos, com um minuto de intervalo. (...)

quarta-feira, 13 de junho de 2012

QUANTO DURA O INTERVALO NO TEMPO REGULAMENTAR?

No seguimento do último post, hoje abordo a questão da duração do intervalo entre a 1ª e a 2ª parte do tempo regulamentar. Os prolongamentos são outra história.

Se eu perguntar "quanto tempo podem os treinadores falar com os atletas durante o intervalo?", toda a gente me vai responder "10 minutos".
Ok, em teoria sim... mas são 10 minutos para as equipas estarem no balneário?
Não.

Vejamos a regra:

Regra 2 - Tempo de Jogo, Sinal Final e Tempo de Paragem
Tempo de jogo
2:1 O tempo de jogo normal para todas as equipas com jogadores de idade superior a 16 (inclusive) é de 2 partes de 30 minutos cada. O intervalo entre ambas é normalmente de 10 minutos.
O tempo de jogo normal para as equipas mais jovens é 2 x 25 minutos para as idades entre os 12 e os 16 e 2 x 20 minutos para as idades entre 8 e os 12. Em ambos os casos o intervalo entre as duas partes é normalmente de 10 minutos.
A questão é: quando começam a contar os 10 minutos?
Imediatamente a seguir ao soar da buzina para fim da 1ª parte.

Nada obriga uma equipa a ir ao balneário no intervalo, pelo que nada autoriza a equipa que vai a ter direito a mais tempo.

Os intervalos têm 10 minutos, mas não são 10 minutos "úteis".
Tal como no time-out de equipa as equipas têm de estar prontas a começar o jogo ao fim dos 60 segundos, também após o intervalo as equipas têm de estar prontas a começar a 2ª parte ao fim de 10 minutos.

Se penso que 1 minuto a mais é grave? Por um lado, acho que não. Por outro, acho que se está a beneficiar a equipa que infringe a lei e a prejudicar a equipa que a cumpre...

Também aqui acho que os oficiais têm de ter mais responsabilidade para cumprir os regulamentos, mas também os árbitros têm a obrigação de ser um pouco mais exigentes e mostrar que eles existem e são para levar a sério.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

QUANTO DURA UM TIME-OUT?

A época está quase a terminar, mas ainda há campeonatos por decidir, por isso vou manter este blogue em atividade pelo menos durante o mês de junho e parte de julho, uma vez que não faz sentido eu continuar a fazer posts sobre regras e regulamentos quando as pessoas querem é férias e descansar a cabeça (árbitros incluídos, porque também para nós a época é terrivelmente desgastante...).

Começo hoje uma pequena série de posts que começarão sempre por "Quanto dura...", alusivos ao desconhecimento (?) que muitos oficiais (e alguns árbitros também, infelizmente) têm em relação aos tempos, não de jogo, mas de, por exemplo:
  • time-out de equipa
  • intervalo de tempo regulamentar
  • intervalo de prolongamento
  • tempo regulamentar - início de prolongamento
Hoje trato dos time-outs de equipa.
Como sempre, vejamos o que diz a regra:

2:10 Cada equipa tem o direito a um tempo de paragem de equipa de 1 minuto em cada metade do tempo de jogo regulamentar, mas não nos prolongamentos (Esclarecimento N.º 3).

A regra é confirmada no primeiro parágrafo do Esclarecimento nº3:

3. Tempo de Paragem de Equipa (2:10)
Cada equipa tem o direito de solicitar um 1 minuto de tempo de paragem de equipa em cada uma das partes tempo regulamentar de jogo (mas nunca em prolongamentos).

Até aqui tudo bem, todos sabemos. Mas quanto tempo podem os jogadores estar junto dos seus oficiais? Quando têm os jogadores de estar prontos para reiniciar o jogo?


A resposta é dada mais à frente, no mesmo Esclarecimento nº3:

(...) Depois de 50 segundos o cronometrista faz soar um sinal acústico que indica que o jogo deverá ser reiniciado dentro de 10 segundos.
As equipas são obrigadas a estar prontas para reiniciar o jogo quando o tempo de paragem de equipa termina. (...)

Aqui é que muita gente falha. Vejamos:
  • Ainda existem oficiais de mesa (vê-se mais nos CROM) que só fazem soar a buzina aos 60 segundos, porque pensam que o tempo de duração de um time-out de equipa são 60 segundos;
  • Muitos (quase todos?) jogadores desconhecem isto e não raras vezes perguntam se estamos com pressa quando veem a buzina soar aos 50seg;
  • Muitos treinadores prolongam as suas instruções até aos 60seg, o que não recrimino totalmente nem acho que os árbitros devam ser excessivamente rigorosos nesses 10seg, por desconhecimento da regra.
    Mas é aqui que entra o ponto de interrogação que coloquei no segundo parágrafo deste post. Desconfio vivamente que alguns treinadores estão perfeitamente a par desta regra, mas "esticam a corda"...
  • E é precisamente por isso que acho que nós, árbitros, por vezes falhamos. Podemos dar a tolerância dentro daqueles 10seg "extra", mas depois disso temos de ser mais exigentes. A outra equipa, o público e o espetáculo não têm culpa de que não tenha sido tudo dito no balneário ou preparado durante a semana, ou porque simplesmente o jogo esteja a exigir outro tipo de intervenção.
É obrigação das equipas regressarem ao terreno de jogo após os 50seg, com o toque da buzina, para que possam estar prontas para reiniciar o jogo aos 60seg.
É função dos árbitros zelar para que tal aconteça, dentro do bom senso que é sempre preciso em todas as situações.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

3 TIME-OUTs POR EQUIPA?

Pediram-me, há alguns dias, um comentário sobre a permissão de 3 paragens de tempo por equipa.

Não sou a favor dos 3 time-outs por equipa, até porque isso contraria os princípios que a IHF andava a seguir em cada revisão de regras, orientações e precisões, na tendência de tornar o jogo mais espetacular e mais atrativo. Isso esteve na base, por exemplo, da recomendação para não parar o tempo de jogo aquando da marcação de livres de 7m.
Mais paragens vão tornar os jogos mais lentos e demorados, cortando beleza e espetáculo.
O valor do treino semanal efetuado pelas equipas também poderá ser minimizado, uma vez que os atletas poderão sofrer mais as intervenções do seu treinador durante os jogos. Ganha vantagem aqui quem tiver treinadores com mais visão de jogo.
Acho que os 2 tempos de equipa são mais que suficientes, pois uma boa equipa, quando vai para o campo, tem de saber o que fazer e quando fazer, tem de estar suficientemente treinada para saber reagir no momento certo. É isso que distingue as boas equipas das outras.


Se não estou a cometer um lapso, as equipas podem solicitar um máximo de duas paragens de tempo de jogo em cada parte, exceto nos últimos 5 minutos de jogo, em que só podem pedir uma paragem no máximo.
A tendência será, muito possivelmente, a de os treinadores solicitarem uma paragem pouco antes dos 25m da 2ª parte, para poderem usufruir de "mais tempo" com os seus atletas. Pelo menos, é uma teoria...

Vejamos uma possibilidade:
Se cada técnico pedir um time-out entre os 24m e os 25m da 2ª parte, e ambos voltarem a fazer o mesmo entre os 25m e os 26m, em 2 minutos de jogo "corrido", o jogo pode estar parado durante 4 minutos!
Para os técnicos e atletas pode ser bom, mas não sou ninguém para opinar sobre isso (se algum técnico ou atleta que ler este blogue quiser opinar, poderá e deverá fazê-lo, até para eu saber qual a visão de quem está a orientar uma equipa ou a jogar).
Para os árbitros acaba por ser indiferente.
Para o público e o espetáculo, acho francamente mau.

Mas esta é só uma visão das coisas...

sexta-feira, 25 de maio de 2012

QUESTÕES 07 - DECISÕES DISCIPLINARES DIFERENTES - resposta

No último post perguntei o que acontece no caso (raro, mas possível) de os árbitros tomarem simultaneamente decisões disciplinares diferentes, mais concretamente uma advertência e uma exclusão simultânea.

A resposta é simples: aplica-se a mais grave. Neste caso, a exclusão.

A regra é textual sobre o assunto:

17:6 Se ambos os árbitros apitam para uma infracção e concordam sobre qual equipa deverá ser penalizada, mas têm opiniões diferentes sobre a gravidade da sanção, então será aplicada a sanção mais grave.

A paragem do tempo de jogo acaba por ser obrigatória, uma vez que, para excluir um atleta, é necessário fazer time-out. Mas claro que mandar parar o tempo seria sempre aconselhável, pois esta situação irá sempre gerar alguma confusão.


Perguntei, também, se o caso seria diferente se em vez do cartão amarelo fosse mostrado o vermelho, juntamente com a exclusão.
Obviamente nada se altera, pois continua a aplicar-se a sanção mais grave. Neste caso, desqualificação.