sábado, 18 de agosto de 2012

A IMPORTÂNCIA DOS COMENTADORES

O meu post de hoje acaba por envolver novamente o Benfica, mas por pura casualidade, e mais uma vez indiretamente.
Não sei quem foi o comentador na transmissão feita pela Sportv do Benfica x Braga. Um era o Miguel Prates (qualidade garantida), o outro não sei, confesso. Mas foi precisamente esse senhor de quem não sei o nome a proferir duas frases que me marcaram pela negativa.

A primeira foi quando, à passagem dos 10 minutos, diz:
"Artur Soares Dias está a fazer uma boa arbitragem, a deixar seguir, o que me surpreende pela positiva".
Pessoalmente acho isto horrível. Se ele queria dizer que o Artur Soares Dias estava a fazer uma boa arbitragem, que o deixa feliz, satisfeito, agradado, o que ele quiser chamar, não pode dizer que está "surpreendido pela positiva". Isso é, no mínimo, um descuido na expressão.
Mas nem foi esta intervenção a pior.

No lance entre o Alan e o Bruno César, em que o Bruno César tentou claramente sacar o segundo cartão amarelo ao adversário sem motivo para tal, a frase foi:
"Não pode haver amarelos em todas as faltas, senão os jogos acabavam 6 para 6 ou 7 para 7."
Este senhor sabe as regras de futebol? Não sabe que quando uma equipa fica com menos de 7 jogadores, o árbitro deve dar o jogo por terminado?
Este é só um exemplo do que eu sempre disse, que os comentadores têm um papel fulcral numa transmissão televisiva. Não têm o papel só de relatar o jogo e os acontecimentos, não têm só de descrever o que acontece! Têm de o saber interpretar para, ao emitir opiniões, estas não saírem manchadas por incorreções. É extremamente desagradável assistir a um jogo, seja de que modalidade for, em que quem tem a responsabilidade de o narrar e comentar não sabe o que diz ou, no mínimo, se engana com frequência.

Uma coisa é estar no café com os amigos a ver a bola, e ouvir as bacoradas que cada um diz, sempre contaminadas pela clubite. Outra coisa completamente diferente é ouvir bacoradas vindas da tv ou da rádio, por quem tem a obrigação de não as dizer.

Mas isto não é uma crítica a todos os profissionais de tv e rádio, longe disso! Temos muitos e bons, competentes e capazes!
É apenas um alerta de alguém que já ouviu coisas suas mal narradas, e que frequentemente também é telespetador e ouvinte.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

O ÁRBITRO: UM EXEMPLO?

Eu ia fazer uma pausa de umas semanas no blogue, mas penso que este post se impõe e é oportuno.

Este post vai, certamente, provocar muitas divergências em quem o ler. Está relacionado com o caso recente do Luisão com o árbitro alemão, penso que toda a gente já viu as imagens, que também não são nada difíceis de encontrar no youtube.

Antes de mais, tenho de dizer que acho o Luisão um fantástico jogador e um verdadeiro líder. Transparece essa imagem e basta ouvir qualquer jogador do Benfica a falar para isso se tornar claro. Mas, por outro lado, acho que ele protesta um pouco demais do que devia, mesmo sendo capitão (função que existe no futebol). Por isso, acho que se "põe a jeito" para sanções disciplinares.

Mas o que me leva a escrever este post não é o Luisão, mas o árbitro.

O Luisão teve um comportamento condenável? Acho que sim. Fez uma abordagem ao árbitro extremamente imprudente, no mínimo. Acredito plenamente que ele não lhe queria tocar, mas o que é facto é que lhe deu uma peitada. E isso merece castigo.
Agora o árbitro... o que foi aquilo? Cena de cinema? De circo? Aquilo foi demasiado mau para ser verdade e não honra a classe da arbitragem. Se quer protagonismo na arbitragem, ele deve esforçar-se no desempenho da função, não a fazer aquilo. Acredito que o impacto o pudesse fazer cair, mas quase desmaiar? Enfim...

O árbitro tem de ser o que há de mais próximo de um exemplo de comportamento e de verdade desportiva. Não pode simular, não pode ceder a pressões. Ou pelo menos não deve.
Há momentos em que qualquer um quebra, pois ninguém é de ferro! Já me aconteceu, obviamente, ceder quando não devia, responder de forma errada ou dirigir-me a quem não devo. Mas isso são reações espontâneas (não menos graves, é claro), não são cenas daquelas.
Com que moral aquele árbitro vai punir uma simulação de um atleta depois daquilo?
Como vai ele olhar nos olhos de um atleta enquanto lhe mostra um amarelo a punir uma simulação?

Obviamente não estou a branquear o comportamento do Luisão. É mau e não é a primeira vez que ele se dirige de uma forma despropositada aos árbitros (como muitos outros jogadores, principalmente no futebol), mas ele não deve ser julgado pelo exagero da conduta de quem deveria ser o primeiro a zelar pela correção em campo. Deve ser julgado pelo que fez, não pelo que o espalhafato de outrém mostra.

Aos árbitros que me leem, peço que nunca esqueçam as suas responsabilidades em campo, pois devem ser os primeiros a mostrar correção e respeito.
A todos os outros agentes do desporto, peço que respeitem os árbitros, pois nós precisamos de estabilidade no desempenho da nossa tarefa, peço que confiem no julgamento de quem tem essa responsabilidade e que, quando tiverem de nos abordar, o façam corretamente.

É nossa obrigação respeitar-vos.
É vosso direito serem respeitados.

É vossa obrigação respeitar-nos.
É nosso direito sermos respeitados.

Em qualquer modalidade.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

ALGUMAS ESTATÍSTICAS

Acerca do meu último post no outro blogue que mantenho, dedicado à Astronomia, calhou em conversa eu dizer que o que lá publico é mais lido no Brasil do que em Portugal.
Uma vez que estou prestes a fazer um time-out de cerca de um mês neste blogue, já que as competições estão paradas e noto muito a quantidade de visitas a diminuir nos meses de verão, decidi deixar aqui umas estatísticas das 4 épocas que este blogue leva online.

Não sendo este um espaço onde se pode dizer tudo, é também menos visitado por quem gosta de usar o anonimato dos espaços para descarregar o que lhe vai na alma. Fico feliz por quase nunca ter tido de filtrar comentários, que apenas em um ou dois casos eram ofensivos para a integridade das pessoas neles mencionadas.
Por outro lado, o facto de ser um espaço muito técnico leva a que alguns agentes da modalidade não o visitem diariamente, embora tenha conhecimento de vários casos de pessoas que não são árbitros e fazem cá visitas regulares, hábito que saúdo e sobre o qual lanço o repto para que seja imitado por muitas mais pessoas.

Estas estatísticas do google não são exatas, mas dão uma ideia aproximada.
Tenho uma média de cerca de 1000 visitas por mês, o que não é nada mau. É evidente que este blogue é mais lido em Portugal, mas tenho notado uma crescente afluência dos nossos irmãos brasileiros e angolanos.
Quem cá vem, procura por informações sobre o campo, medidas, arbitragem e até há gente a chegar cá procurando pelo meu nome... :)


Vendo a estatística da pesquisa de palavras-chave, é natural concluir-se que o post mais lido seja o que fala da linha de meio campo...


Espero que me continuem a ajudar a crescer neste projeto, que é tanto meu como vosso.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

WORKSHOP DE ARBITRAGEM - "Arbitragem em Portugal - O Futuro" - fotos

Deixo apenas duas fotos desta ação, tiradas durante a minha intervenção, intitulada "Humanizar e Sensibilizar", para que se tenha uma ideia de como decorreu.
Esperamos continuar a trabalhar e a inovar aqui em Aveiro.



terça-feira, 31 de julho de 2012

ATENÇÃO ÀS DATAS!

Deixo hoje uma palavra de agradecimento a todos os que seguem este blogue e participam, via comentário, facebook, mail e comigo pessoalmente.


E é também para esses que hoje deixo um alerta. Quando vierem consultar a informação que já disponibilizo aqui há quase 4 anos, tenham em atenção, por favor, a data do post que eu aqui colocar!
É que houveram alterações às regras em 2005, e quanto a essas não há problema. Mas voltou a haver em 2010, algumas delas significativas, e é importante saber se a informação estará obsoleta ou não.
Em caso de dúvidas, falem comigo!
Um abraço a todos.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

WORKSHOP DE ARBITRAGEM - "Arbitragem em Portugal - O Futuro" - conclusões

Há muito tempo que estava para fazer este post.
Não vai ser um post muito longo, porque nele expressarei apenas as minhas próprias conclusões acerca do que disse e ouvi, quer dos oradores quer das pessoas que lá se deslocaram.

Antes de mais, foi muito bom ver uma sala composta não só de árbitros jovens e menos jovens, mas também de pessoas de outros quadrantes que não da arbitragem. Gostaríamos que fosse possível organizar, no futuro, uma ação de grandeza ainda maior, mas por outro lado sabemos que as pessoas não aderem facilmente ao tema "arbitragem".

Não vou dizer "quem disse o quê" nesta sessão, mas apenas referir algumas notas que tomei ao longo de todas as intervenções e que, de alguma forma, representam as conclusões que se podem tirar.

Ficou claro que o árbitro funciona como elemento mediador de um jogo e que cria a sua própria imagem.
Onde há jogo/desporto/competição, haverá sempre contestação. E é aqui que o árbitro terá de ter a coragem de assumir as decisões que cada momento exige.
Ao fazê-lo corretamente, estará a dar uma boa imagem de si próprio, uma boa imagem da arbitragem, e isso poderá contribuir significativamente para motivar jovens árbitros a experimentar uma carreira na arbitragem.

A questão da motivação nos árbitros jovens é muitíssimo importante.
Numa sociedade repleta de distrações e atividades, a escolha por uma carreira na arbitragem é de grande risco e de grande sacrifício, pessoal e familiar. Ninguém imagina como é difícil para nós e para os que nos são mais próximos ter de abdicar sucessivamente de momentos importantes para a nossa vida pessoal. Só mesmo agindo com paixão por esta atividade se consegue superar as adversidades que nos vão aparecendo de todos os quadrantes. O gosto pela modalidade que se arbitra é o requisito nº1 para se ter sucesso. Não basta "querer", não basta "ter jeito"... é preciso ter verdadeiro prazer no que se faz.

Não é fácil captar árbitros. Os núcleos regionais, de cada modalidade, têm de trabalhar para cativar os mais jovens. À exceção do futebol, mais ninguém pode oferecer grandes proventos financeiros, pelo que o chamariz tem de ser outro.
É preciso apostar nas vivências que a arbitragem proporciona e preparar os jovens para as dificuldades que irão inevitavelmente surgir, para quando tal acontecer não provocarem a fuga de ninguém. O reconhecimento negativo do nosso trabalho é um fator que faz com que o número de árbitros seja efetivamente reduzido após os primeiros jogos. Ainda que a comunicação social só surja mais tarde, para os que atingem o topo, o público e todos os outros intervenientes no espetáculo tendem a encarar o árbitro como o alvo e como o responsável por resultados menos conseguidos.

É por isso que uma boa iniciação faz toda a diferença. Sem boa formação não há árbitros de qualidade.
A qualidade dos formadores é um aspeto crítico, pois eles podem transmitir experiências e compreender os problemas dos formandos com conhecimento de causa.

Mais se falou acerca de técnicas de arbitragem. Isso até poderá ser tema de outro post, mas não deste que se refere ao futuro da arbitragem e à forma como se pode/deve lidar com os jovens.

Para terminar, quero deixar apenas umas palavras, já que esta ação foi inserida no GarciCup.

  1. Quero agradecer ao meu colega de arbitragem Bruno Rodrigues, pela ideia desta ação. Muita gente pode não valorizar o trabalho que se faz em Aveiro e o nosso em particular, mas deixem-me perder a modéstia... poucas duplas fazem tanto pelo Andebol, pela Arbitragem e pela Formação como as duplas Bruno Rodrigues / Carlos Capela e Ramiro Silva / Mário Coutinho, o nosso grande amigo João Teles, e em tempos o Hilário Matos também. Isso não passa para fora, e quando passa nem sempre é valorizado por quem o deveria fazer. Mas parte do que temos em Portugal, a nós se deve.
  2. Quero deixar um pedido de desculpas público ao Hilário Matos e ao Carlos Arrojado, pela minha pouca intervenção no GarciCup, ao contrário do que estava previsto. Acontece que a minha vida pessoal sofreu vários imprevistos nos últimos tempos e fui obrigado a abdicar de muitas coisas.
    Amigos, fico a dever-vos uma! (Hilário, manda-me as fotos!)
  3. Quero manifestar o meu orgulho por poder partilhar a mesa de oradores com pessoas ilustres do Desporto. Manuel da Conceição, Paulo Costa, Arlindo Silva, José Coelho e Eduardo Coelho: espero ter estado ao vosso nível!
  4. Obrigado a todos os árbitros de Aveiro. Estive pouco envolvido na organização da arbitragem deste torneio, mas penso que conseguimos dirigir os jogos todos só com duplas formadas cá. Obrigado aos mais novos, aos mais velhos e aos do meio... :)
  5. Obrigado à organização do GarciCup. Contem connosco para o ano, que nós contamos com vocês!

domingo, 1 de julho de 2012

WORKSHOP DE ARBITRAGEM - "Arbitragem em Portugal - O Futuro"

Divulgo esta ação que terá lugar no próximo dia 3 de julho, 3ª feira à noite, em Estarreja, inserida no GarciCup.

As inscrições são gratuitas e efectuadas no próprio dia e local.

Qualquer informação devem contactar:
Sr. Bruno Rodrigues - 917255116
Associação de Andebol de Aveiro - 934231044


PROGRAMA


ORADORES


MAPA



  

quarta-feira, 27 de junho de 2012

A ARTE DE NÃO COMPLICAR

Ok, reconheço que este não é, de todo, um tema exclusivamente andebolístico. Mas é sempre pertinente abordá-lo, até porque pode dar (ou não) ao leitor uma perspetiva diferente das coisas. Em muito do que faço, batalho sempre por isso: dar uma perspetiva diferente...

Muitas vezes comentamos entre amigos, lemos no jornal, ouvimos no rádio ou vemos na tv, que o árbitro X apitou bem "mas também o jogo não foi complicado", e que "se aquilo aquecia não sei se ele tinha unhas para os segurar".

Poucas vezes, através dos mesmos meios, nos chega aos ouvidos que o árbitro X apitou bem "e ainda por cima controlou o jogo", que "não foi preciso mostrar muitos cartões" ou que "só atuou disciplinarmente quando foi preciso".
Ainda vamos apanhando destas frases, mas infelizmente ainda são exceções.

Antes de continuar a dizer o que penso, permitam-me um olhar sobre a prestação do Pedro Proença no Euro 2012.
Não é novidade para ninguém que é um excelente árbitro, que os jogos que dirigiu tiveram poucos lances de enorme dificuldade de ajuizamento, que os jogadores foram colaborando (prometo voltar a esta questão neste post ou num próximo)... mas quantos lhe deram o mérito de ter sido brilhante na "arte de não complicar"?

Para quem pensa que "não complicar" é fácil, informo que nem sempre assim é.
Há imensas condicionantes que afetam a qualidade de uma arbitragem: o apito no momento certo, o azar de cortar inadvertidamente um lance de perigo numa vantagem mal dada, o correto posicionamento, o azar de um jogador nos passar à frente num momento crítico, a manutenção da concentração necessária ao longo de um jogo, um sem número de situações que nos pode perturbar significativamente o trabalho...

"Não complicar" é dirigir com mestria, é atuar quando estritamente necessário, é CONFIAR NOS JOGADORES, que são as estrelas de qualquer jogo!
Também por isso, devem ter mais responsabilidade do que efetivamente têm. Mas não vou entrar por aí...

Ninguém mais que o árbitro tem interesse em que o jogo decorra sem casos. Quem disser o contrário não sabe o que está a dizer.
O árbitro é o primeiro a não querer aparecer, pois sabe que se se falar de si, a esmagadora maioria das vezes não é para falar bem! E é por isso que o árbitro deve apostar, a meu ver, na "arte de não complicar", e isso é extremamente exigente, por todas as razões e mais alguma. Quanto mais não seja, porque há sempre alguém disposto a apontar o dedo. Voltando ao Pedro Proença, após 3 jogos mais 1 prolongamento de elevadíssima categoria e de brilhantismo na "arte de não complicar", o que é que os media em Inglaterra iam dizer se o Bertino Miranda não assinala aquele fora de jogo a escassos minutos do Itália x Inglaterra ir para penalties?

sexta-feira, 22 de junho de 2012

QUANTO DURA O INTERVALO ENTRE O TEMPO REGULAMENTAR E O PROLONGAMENTO?

Penso que faço hoje o último post desta sequência, que fala daqueles pormenores a que se dá menos atenção por não serem decisões tomadas na hora, no calor do jogo. Mas também estes pormenores são importantes para o correto desenrolar de um jogo.

O tema de hoje leva-nos para jogos em que "tem de haver vencedor", e ao fim dos 60 minutos está tudo empatado. Tem de haver prolongamento...
Nestes casos, a pergunta mais frequente (acreditem...) dos jogadores e treinadores para os árbitros é:

"Daqui a quanto tempo começa o prolongamento?"

Pois bem, vamos ver a regra 2.2:

2:2 O prolongamento é jogado, após um intervalo de 5 minutos, caso o jogo se encontre empatado até ao final do tempo regulamentar e seja imprescindível determinar um vencedor.
(...)
Caso o jogo continue empatado neste período suplementar, deverá ser jogado um segundo prolongamento, depois de um intervalo de 5 minutos.
(...)

A regra é clara.
Tanto no primeiro prolongamento como no segundo, caso seja necessário, o intervalo é de 5 minutos.
Mas não são 5 minutos de tempo para conversa no seio da equipa.

As equipas deverão estar prontas para iniciar o jogo dentro desse tempo. Isso inclui indicações táticas, novo sorteio e eventual troca de bancos.
Como sempre, as equipas devem respeitar esse tempo e os árbitros devem zelar para que a regra seja cumprida, dentro do bom senso que sempre se exige.

terça-feira, 19 de junho de 2012

QUANTO DURA O INTERVALO NO PROLONGAMENTO?

A exemplo dos últimos posts, o de hoje fala da duração prevista nas regras de mais uma fase do jogo: neste caso, o intervalo no prolongamento.

Um excerto da regra 2.2 diz que:

2:2 (...) O período de prolongamento consiste em 2 partes de 5 minutos cada, com um minuto de intervalo entre ambas. (...) 

Este minuto de intervalo serve para as equipas se limitarem a trocar de campo. Efetivamente, é muito possível que se demore um pouco mais do que isso, e que os treinadores queiram sempre dar uma palavra a um ou outro atleta, ou dar um retoque na estratégia da equipa.
Não vejo qualquer problema nisso, desde que seja algo muito rápido! Não se pode trocar de campo e ficar mais um minuto junto ao banco como se fosse um time-out. Penso que os árbitros devem tolerar uma muito breve conversa do treinador com os seus atletas, desde que ela seja isso mesmo: muito breve.

Em jogos em que seja necessário um segundo prolongamento, a mesma regra 2.2 refere que deve ser aplicado o mesmo tempo e o mesmo procedimento:

2:2 (...) Caso o jogo continue empatado neste período suplementar, deverá ser jogado um segundo prolongamento. (...) Este período suplementar também tem 2 partes de 5 minutos, com um minuto de intervalo. (...)