sexta-feira, 17 de maio de 2013

LEI DA VANTAGEM - Sanção disciplinar

Faço hoje uma pequena nota sobre a atribuição de sanções disciplinares aquando da aplicação da lei da vantagem.

Ora, a lei da vantagem é um conceito "técnico" do jogo. A aplicação desta lei não se pode sobrepor, nem substituir, de maneira alguma, a necessidade de intervenção disciplinar.
Vejamos o livro de regras.

13:2 (...)
Caso seja atribuído uma sanção pessoal devido a uma infração das regras, então os árbitros podem decidir interromper o jogo imediatamente, se isto não causar uma desvantagem para os adversários da equipa que comete a infracção. Caso contrário a sanção deverá ser adiada até que a situação existente termine.
(...)

Este é um excerto da regra 13:2, que nos últimos posts aqui coloquei.
A regra é autoexplicativa. Basicamente, o que ela diz é que se deve atribuir SEMPRE a sanção disciplinar, independentemente de se parar o tempo de jogo mais tarde ou no momento da infração. E isto aplica-se a todas as sanções (advertência, exclusão ou desqualificação).

Existem exceções a este princípio, que tratarei no próximo post.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

LEI DA VANTAGEM - Dupla vantagem

É incontornável falar de situações de dupla vantagem quando se explica o conceito de lei da vantagem.
Já o fiz anteriormente (ver Lei da Vantagem... a dobrar), volto a fazê-lo hoje.

Uma situação de dupla vantagem configura um erro de arbitragem, um lapso na condução de um jogo. Contudo, é um risco que se corre quando se tenta ao máximo aplicar a lei da vantagem. É um risco tão grande como o de acabar por não se assinalar infrações que, de facto, existem. Mas esse é um dos verdadeiros prazeres de arbitrar um jogo, um dos maiores desafios que se colocam aos árbitros.

Mas vamos, então, tentar definir "dupla vantagem":

  • É conceder a lei da vantagem a uma equipa e, vendo que essa equipa tem insucesso no prosseguimento do ataque, apesar de a aplicação da lei da vantagem de forma correta lhe dar condições para isso, assinalar a primeira infração.

É mais fácil do que parece, e a minha "definição" também não ajuda muito, mas vamos a um exemplo.

  1. EXEMPLO 1:
    Circulação de bola aos 9m ofensivos. O lateral é empurrado mas, apesar de estar em completo desequilíbrio, consegue passar a bola ao ponta. Este tem perfeitas condições para segurar a bola, mas vê-a passar por entre as mãos, para fora do terreno de jogo.
  2. EXPLICAÇÃO:
    A lei da vantagem foi aplicada no momento do empurrão, e porque o passe acabou por ser bem feito. Mas não devo "voltar atrás" na decisão e assinalar a falta, só porque o ponta não segurou um passe que acabou por ser correto! Isso seria dar "dupla vantagem".
  3. DECISÃO CORRETA:
    Assinalar lançamento lateral a favor da equipa que estava a defender e, se necessário, aplicar sanção disciplinar ao defesa que empurra o lateral.
Outro exemplo...

  1. EXEMPLO 2:
    Ataque 1x1. O atacante passa pelo defesa, que acaba por prender o atacante por trás. O atacante liberta-se, dá 4 passos e remata. 
  2. EXPLICAÇÃO:
    A lei da vantagem foi aplicada aquando do agarrar por trás, e porque o atacante se liberta. Mas se depois disso ele está perfeitamente equilibrado e dá 4 passos, não vou "voltar atrás" e marcar a falta! Isso seria dar "dupla vantagem"!
  3. DECISÃO CORRETA:
    Assinalar passos e aplicar sanção disciplinar ao defesa que agarra por trás.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

LEI DA VANTAGEM - Local da infração

Já fiz uma análise ao livro de regras e já falei do conceito de "lei da vantagem". Isso permite uma melhor compreensão de muitas outras situações, como a que vou falar hoje.

A aplicação da lei da vantagem não depende do local do terreno onde a infração ocorre. É muito importante reter isto!
É tão importante não assinalar uma falta quando uma equipa tenta fazer uma rápida transição ofensiva, após recuperar a posse de bola junto à sua zona defensiva (desde que essa infração não a faça perder a posse de bola), como permitir a continuidade do jogo numa circulação de bola aos 9m ofensivos mesmo que existam faltas de permeio, desde que essas faltas não conduzam a uma perda de bola por parte da equipa atacante. Quer uma situação quer outra, podem conduzir a vantagens na criação de espaços e na procura de ataque sem oposição. Assinalar estas faltas vai beneficiar quem as comete, seja qual for a zona do campo.

O que faz confusão a muita gente é o facto de os árbitros com maior conhecimento das regras aplicarem a lei da vantagem também na marcação (ou não) de livres de 7m.
Aqui, faço um obrigatório parêntesis, pois a verdade é que nem todos os árbitros são conhecedores das regras como é a sua função.
Mas voltando ao que interessa... para me basear no que vou escrever a seguir, transcrevo a regra 14:2, uma das que regulamentam a decisão de lançamento de 7 metros:

14:2 Se um jogador atacante detém pleno controlo da bola e do corpo apesar de sofrer uma infracção como a contemplada na Regra 14:1a, não há nenhuma razão para assinalar um lançamento de 7 metros, até mesmo se o jogador depois disso não tem êxito na utilização da clara oportunidade de golo. (...)

Este primeiro parágrafo é claro.
Se o jogador que sofre a falta mantém o equilíbrio e se mantém em plenas condições para rematar à baliza, vou marcar a falta porquê? Se essa falta fosse no meio campo, eu não a marcava. Por que motivo a vou marcar só porque essa falta é noutro local?
Tal como diz a regra 13:2, que descreve a lei da vantagem e já transcrevi em posts anteriores (ver Lei da Vantagem - Análise ao livro de regras e Lei da vantagem - Conceito), "...os árbitros não devem intervir até e a menos que esteja claro que a equipa atacante perdeu a posse da bola ou não pode continuar o seu ataque, devido à infracção cometida pela equipa que defende. (...)".

Daqui se conclui que, se a infração não impede a equipa de continuar o seu ataque, o livre de 7m não deve ser assinalado. A regra 14:2 contém, ainda, uma explicação:

14:2 (...) Sempre que exista uma possibilidade de decisão de lançamento de 7 metros os árbitros devem sempre evitar intervir até que possam determinar claramente se um lançamento de 7 metros é uma decisão realmente justificada e necessária. Se o jogador atacante consegue marcar um golo apesar da interferência ilegal dos defensores não há obviamente nenhuma razão para atribuir um lançamento de 7 metros. Pelo contrário, se se verificar que o jogador realmente perdeu o controlo da bola ou do corpo por causa da infracção para que uma clara oportunidade de marcar deixe de existir, então será assinalado um lançamento de 7 metros.

Está, aqui, especificada a correta forma de atuar dos árbitros. Se, apesar da falta, o lance resultar em golo, então deve ser validado o golo.
Se não resultar em golo, é preciso analisar se o jogador sofreu perda de equilíbrio e de controlo da bola. Se sofreu, assinala-se livre de 7m. Se não sofreu, o jogo prossegue.

terça-feira, 7 de maio de 2013

LEI DA VANTAGEM - Conceito

Pois bem, nos últimos posts (ver Lei da Vantagem - No livro de regras e Lei da Vantagem - Análise ao livro de regras) foi feita uma análise ao livro de regras, na procura da definição de "Lei da Vantagem".
A definição, chamemos-lhe a definição "técnica", está descrita na regra 13:2, que agora recupero, pois considero-a essencial para a continuação deste post.

13:2 Os árbitros devem permitir a continuidade do jogo evitando interromper o jogo prematuramente com uma decisão de lançamento livre.
Isto significa que, de acordo com a Regra 13:1a, os árbitros não devem decidir um lançamento livre se a equipa que defende ganha posse da bola imediatamente após a infração cometida pela equipa atacante.
De forma semelhante, sob a Regra 13:1a, os árbitros não devem intervir até e a menos que esteja claro que a equipa atacante perdeu a posse da bola ou não pode continuar o seu ataque, devido à infração cometida pela equipa que defende.
Caso seja atribuída uma sanção pessoal devido a uma infração das regras, então os árbitros podem decidir interromper o jogo imediatamente, se isto não causar uma desvantagem para os adversários da equipa que comete a infração. Caso contrário a sanção deverá ser adiada até que a situação existente termine.
A regra 13:2 não se aplica no caso de infrações contra as regras 4:2-3 ou 4:5-6, onde o jogo será imediatamente interrompido, normalmente através da intervenção do cronometrista.

Claro que um livro de regras tem de ter um discurso "técnico". Mas, por acaso, a regra 13:2 até nem é pródiga nisso. Trocado por miúdos, o que ela nos diz é:

  • DECISÃO TÉCNICA:
  • Os árbitros devem procurar intervir o menos possível, apitando apenas quando for estritamente necessário. Sempre que a equipa que não comete a infração ficar de posse de bola em condições vantajosas ou normais para desenvolver o jogo, então o apito deve manter-se quietinho...

Agora explicitamente...
  1. Quando a infração é cometida pela equipa que ataca (ex.: falta atacante, passos, dribles, ...) e, sem a intervenção do árbitro, a bola acabar por ir parar às mãos da equipa que defende, então o árbitro não deve apitar, para permitir à equipa que recuperou a posse de bola um contra-ataque. Muitas vezes, um apito do árbitro, a assinalar uma infração que efetivamente existiu, pode ser prejudicial à equipa que sofreu essa mesma infração. Aquelas décimas de segundo que medeiam a compreensão do apito do árbitro e a reposição efetiva da bola em jogo podem estragar tudo...
  2. Quando a infração é cometida pela equipa que defende (ex.: agarrar, empurrar, ...) e a equipa que ataca consegue desenvolver o seu ataque de forma contínua, muitas vezes numa rápida circulação de bola, então o árbitro não deve apitar. Muitas vezes, esse apito do árbitro, a assinalar infrações que efetivamente existem, cortam vantagens já criadas, espaços conquistados e permitem à equipa infratora recuperar a posição defensiva.
A regra também fala de outras coisas, como as sanções disciplinares.

  • DECISÃO DISCIPLINAR:
  • Os árbitros devem analisar imediatamente se a interrupção do jogo (com ou sem paragem do tempo de jogo) é prejudicial à equipa que não comete a infração registada. A intenção, aqui, não é beneficiar qualquer equipa, mas sim não prejudicar uma equipa por uma infração sobre a qual não tem qualquer responsabilidade! 

Quando uma sanção disciplinar ao infrator se impuser, deve-se aguardar até que seja CLARO que a interrupção não "favorece" a equipa infratora. Aí, o correto deverá ser parar o tempo de jogo, sancionar o infrator, e recomeçar o jogo com a situação correspondente.

A "Lei da Vantagem" não serve para se esquecerem as sanções disciplinares a aplicar. Quando houver lugar a uma sanção, ela deve ser SEMPRE atribuída. Mas a boa aplicação desta lei, passada para o papel na regra 13:2, permite que TECNICAMENTE o jogo possa fluir.

Pessoalmente, penso que há 2 aspetos básicos, que qualquer árbitro de andebol deve dominar:
  1. Lei da Vantagem;
  2. Sanção Disciplinar.
Sobre o primeiro ponto, estou agora a fazer estes posts. Vou fazer pelo menos mais um sobre isto.
Sobre o segundo, tenho feito alguns posts pontualmente, mas planeio falar sobre ele de forma mais continuada muito em breve.
São 2 pontos que definem a qualidade de uma arbitragem  e, muitas vezes, a beleza que um árbitro permite que um jogo tenha. Agora, como é evidente, os jogadores são quem decide que jogo querem ter.

No próximo post continuo com este tema.


terça-feira, 30 de abril de 2013

LEI DA VANTAGEM - Análise ao livro de regras

No último post perguntei quantas vezes aparece no livro de regras a expressão "lei da vantagem".
Ora, basta uma pesquisa simples num pdf para se ver que são 4 vezes. Mas em que contexto essa terminologia surge?

  • No 1º caso, surge na regra 5:6 como apontador para outra regra (15:7) que permite uma melhor compreensão da mesma e uma indicação para a sua aplicação. Não surge como definição.

  • No 2º caso, a regra 15:7 contém o seguinte excerto:

    15:7 (...)
    A lei da vantagem indicada através da Regra 13:2 deve ser tida em consideração na decisão (...).

    Ainda que seja mais qualquer coisa relativamente ao 1º caso, continua a ser um apontador para outra regra. Não surge como definição.

  • No 3º caso, surge também o seguinte excerto:

    15:8 (...)
    Como no caso de descrito em 15:7 3.º parágrafo, deve ter-se em conta a aplicação da lei da vantagem.


    O que é isto? Um apontador e um indicador para a aplicação da lei da vantagem. Não surge como definição.
  • No 4º caso, o Esclarecimento nº 7 diz que:

    (...)
    O cronometrista (ou o delegado) deve interromper o jogo imediatamente sem ter em conta o conceito de “Lei da Vantagem” segundo as Regras 13:2 e 14:2 .
    (...)

    Tal como nos outros casos, isto não passa de um apontador para outras regras. Não surge como definição.


Então, onde está essa definição?
Penso que no livro de regras falta algo que diga claramente O QUE É A LEI DA VANTAGEM E ONDE ESTÁ A SUA DEFINIÇÃO, tal como para o conceito de "clara oportunidade de golo" há o excerto da regra 14:1, que diz:

14:1 (...)
Para a definição de “clara oportunidade de golo”, ver o Esclarecimento N.º 6.

Não é que a maioria das pessoas não saibam interpretar a regra e o livro, mas os que não sabem também têm direito a aprender e a serem rapidamente esclarecidos através de uma simples inspeção ao livro de regras. 

Voltando à definição do conceito de "lei da vantagem".
Podemos encontrar a explicação na regra 13:2:

13:2 Os árbitros devem permitir a continuidade do jogo evitando interromper o jogo prematuramente com uma decisão de lançamento livre.
Isto significa que, de acordo com a Regra 13:1a, os árbitros não devem decidir um lançamento livre se a equipa que defende ganha posse da bola imediatamente após a infração cometida pela equipa atacante.
De forma semelhante, sob a Regra 13:1a, os árbitros não devem intervir até e a menos que esteja claro que a equipa atacante perdeu a posse da bola ou não pode continuar o seu ataque, devido à infração cometida pela equipa que defende.
Caso seja atribuído uma sanção pessoal devido a uma infração das regras, então os árbitros podem decidir interromper o jogo imediatamente, se isto não causar uma desvantagem para os adversários da equipa que comete a infracção. Caso contrário a sanção deverá ser adiada até que a situação existente termine.
A regra 13:2 não se aplica no caso de infrações contra as regras 4:2-3 ou 4:5-6, onde o jogo será imediatamente interrompido, normalmente através da intervenção do cronometrista.

Outras regras complementam a 13:2, e delas falarei posteriormente.
Hoje só queria mesmo deixar o local exato do livro de regras em que surge a definição de "lei da vantagem".
Este é o meu ponto de partida para o próximo post.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

LEI DA VANTAGEM - No livro de regras

Ok, este post pode parecer um pouco estúpido... mas deixo aqui uma sugestão de trabalho, especialmente aos árbitros, em forma de pergunta:

- QUANTAS VEZES APARECE NO LIVRO DE REGRAS O TERMO "LEI DA VANTAGEM"?

Acho que não preciso de dizer sobre o que vai ser o meu post de amanhã...

quarta-feira, 24 de abril de 2013

MÁSCARAS DE PROTEÇÃO / ÓCULOS

Foi-me solicitado que fizesse um post que abordasse a utilização de máscaras de proteção facial.
Nem de propósito, e dentro do mesmo tipo de situação, hoje questionaram-me se é possível um atleta jogar de óculos.

A melhor forma de responder a esta questão é analisar o que está escrito no livro de regras, que é bem claro:

4:9 (...)
Não é permitido usar objetos que possam ser perigosos para os jogadores. Isso inclui, por exemplo, proteção de cabeça, máscaras faciais, pulseiras, relógios, anéis, “piercing” visíveis, colares ou correntes, brincos, óculos sem faixas de segurança ou com armações sólidas, ou qualquer outro objeto que possa ser perigoso (17:3).
Os jogadores que não obedeçam a esta regra não poderão participar no jogo até que corrijam o problema.
Os anéis planos ou pequenos e objetos “piercing” podem ser autorizados, desde que cobertos de tal maneira que não possam tornar-se perigosos para os jogadores. São permitidas faixas na cabeça, lenços, e braçadeiras de capitão desde que sejam feitas de material macio e elástico.

Ou seja, a utilização de máscaras faciais não é autorizada.
Quanto aos óculos, só são autorizados se forem adaptados à pratica desportiva. Óculos de uso corrente não estão autorizados.

Há ainda 2 aspetos que quero ressalvar.
Primeiro, o facto de que a proibição desses atletas jogarem sem cumprirem os requisitos não está dependente do número de jogadores dessa equipa. Esses atletas devem, pura e simplesmente, ser impedidos de atuar.
Segundo, e como por vezes é sugerido aos árbitros, declarações assinadas pelos encarregados de educação ou pelos treinadores, responsabilizando-se pelos possíveis danos que esse atleta possa sofrer, não têm valor nenhum. É, até, uma irresponsabilidade permitir que esses atletas joguem, pois podem magoar muito seriamente os adversários. Ainda que me digam que os óculos "especiais" são caros e a maior parte das pessoas não tem possibilidade de investir em tal coisa, será muito mais caro o preço a pagar se acontecer algum azar. Por muito que me pese a consciência dizer a um atleta que não pode jogar (principalmente a miúdos...).

segunda-feira, 22 de abril de 2013

DESCUBRA O ERRO - resposta 2: Tamanho da Bola

Tinha colocado em Descubra o Erro o desafio de se encontrar o erro do poster. Entretanto, foi apontado mais que um.

No post anterior (ver Descubra o Erro - resposta 1: "Círculo Central") falei do círculo central.

Hoje refiro a gralha no tamanho da bola para o sexo feminino. (Não sei se no Reino Unido haverá alguma indicação diferente, mas pelos nossos padrões é uma gralha...)

O livro de regras diz que:

3:2 As medidas da bola - a circunferência e peso - a ser usada pelas diferentes categorias de equipas são os seguintes:
- 58-60 Cm e 425-475 g (Tamanho 3 da IHF) para equipas Seniores e Juniores Masculinos (acima dos 16 anos);
- 54-56 Cm e 325-375 g (Tamanho 2 da IHF) para equipas Seniores e Juniores Femininas (acima de 14 anos de idade), e equipas jovens masculinos (entre 12 – 16 anos);
- 50-52 Cm e 290-330 g (Tamanho 1 da IHF) para equipas Femininas jovens (entre 8 - 14 anos) e equipas masculinas jovens (entre 8 - 12 anos).

No cartaz estão misturados dois "tipos" de bolas.

Já agora, um pequeno comentário pessoal sobre a escolha das bolas.
Por norma, gosto de ser eu a escolher a que joga. No entanto, se ambas as equipas concordarem que a outra é melhor, devo obviamente ceder e deixar que quem vai verdadeiramente pegar nela jogue como quer.
O que me parece eticamente obrigatório é a presença de um elemento de cada equipa nessa escolha. Se eu escolho uma bola e um jogador pede para se jogar com a outra, chamo um elemento da outra equipa para participar nessa escolha, que deve ser consensual. Só no caso de haver discordância, o árbitro deve "impor" a sua escolha.

domingo, 14 de abril de 2013

DESCUBRA O ERRO - resposta 1: "Círculo Central"

No post anterior (ver Descubra o Erro), coloquei o desafio de se encontrar o erro constante neste poster de divulgação do andebol.
Fui alertado, e bem, para outro erro que o cartaz contem. Sinalizei ambos na imagem, da qual publico agora um excerto.
Vamos, então, por partes.
Hoje falo do mais óbvio, o círculo central.
Aquele círculo não existe nas marcações de um campo de andebol, como repetidamente eu refiro a quem conversa comigo sobre regras.

Infelizmente, ainda muitos atletas e treinadores, os que mais têm obrigação de conhecer estes pormenores das regras, medem a distância a que os jogadores se posicionam aquando de um lançamento de saída pelo círculo central... um círculo que NÃO TEM NADA A VER COM O ANDEBOL! Além disso, vemos por esses pavilhões fora vários diâmetros para esse círculo.
Esqueçam-no! Outras modalidades contemplam aquele círculo. Nós, no andebol, não.

Numa análise ao livro de regras, se procurarmos em toda a regra 1, não há uma única referência ao "círculo". Se formos efetuar uma análise mais detalhada às "Diretivas para Terrenos de Jogo e Balizas" obteremos o mesmo resultado.
O livro contém um esquema de um campo, que a seguir reproduzo, e onde se vê claramente a ausência do "círculo".

No próximo post falarei do outro erro.

segunda-feira, 1 de abril de 2013